História

Partido Social Democrata

Fundado em 6 de maio de 1974, por Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota sob o nome Partido Popular Democrático (PPD). Foi legalizado em 25 de janeiro de 1975, passando a designar-se a 3 de outubro de 1976, Partido Social Democrata (PSD). O Partido foi criado com base em três linhas de pensamento distintas embora complementares. Uma linha Católica-Social, nascida entre 55 e 65 como reação contra o corporativismo de estado; uma linha Social-Liberal, ligada à Social-Democracia defensora da democratização do Estado Novo e ligada ideologicamente à ‘ala liberal’ e, finalmente, uma linha Tecnocrática-Social, com preocupações mais ligadas ao desenvolvimento económico, privilegiando mudanças sociais e culturais como meio determinante de promover e alargar a democracia.  Ver mais

Fundadores

Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro

19 de julho de 1934 – 4 de dezembro de 1980

Fundador do PPD/PSD: 6 de maio de 1974.

Secretário-Geral do PSD: 6 de maio de 1974 a maio de 1975.

Presidente do PSD: setembro de 1975 a janeiro de 1978; abril de 1979 a dezembro de 1980.

Profissão: Advogado

Eleito Secretário-Geral do PSD no I Congresso realizado em Lisboa, nos dias 23 e 24 de Novembro de 1974. Eleito Presidente do PSD no II Congresso realizado em Aveiro, nos dias 6 e 7 de Dezembro de 1975 e reeleito no IV Congresso realizado em Leiria a 31 de Outubro de 1976, no VI Congresso realizado em Lisboa, nos dias 1 e 2 de Outubro de 1978, e no VII Congresso realizado em Lisboa, nos dias 16 e 17 de Junho de 1979.

Aos 22 anos concluiu o curso de Direito na Universidade de Lisboa e principiou a sua vida profissional exercendo Advocacia.

Em 1969 foi eleito Deputado à Assembleia Nacional em nome da defesa dos direitos do Homem, da instauração de um regime democrático e da efetivação das liberdades públicas. Verificada a ausência de condições políticas para prosseguir o seu projeto, renunciou ao mandato a 2 de Fevereiro de 1973. Destacou-se após este período a sua coluna no jornal Expresso “Vistos”, cuja publicação foi rareando, por crescentes dificuldades impostas pela censura.

Em Maio de 1974, com Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota, fundou o Partido Popular Democrata (PPD).

Foi Ministro- Adjunto do Primeiro-Ministro no I Governo Provisório, chefiado por Adelino da Palma Carlos.

Em 1975 foi eleito Deputado à Assembleia da República, mas não chegou a exercer o mandato por motivos de saúde. Voltou a ser eleito Deputado em 1976, ano que assumiu a chefia da Bancada Parlamentar.

Em Novembro de 1977, na sequência de convulsões internas do Partido, demitiu-se do cargo de Presidente. Em Janeiro de 1978, no V Congresso, no Porto, afastou-se voluntariamente de qualquer cargo diretivo, tendo sido eleito para o Conselho Nacional.

Em 5 de Julho de 1979, com Freitas do Amaral, do CDS, e Ribeiro Teles, do PPM (além dos Reformadores) forma a Aliança Democrática, que lidera com o objetivo de derrotar a “maioria de esquerda” nas Eleições Legislativas intercalares de Dezembro de 79, após a dissolução da Assembleia da República. Conseguida a maioria absoluta da AD nessas eleições, Sá Carneiro é chamado a formar Governo.

Sá Carneiro não concorda com a recandidatura de Ramalho Eanes e afirma que se demitirá do cargo de Primeiro-Ministro, caso este seja eleito. A Aliança Democrática apoia o general Soares Carneiro.

Francisco Sá Carneiro morre vítima de um acidente de aviação, quando se deslocava para o Porto, onde iria participar no Comício de encerramento da Campanha Presidencial.

Presidente do GP (junho de 1976/março de 1979/maio de 1979)

Francisco José Pereira Pinto Balsemão

1 de setembro de 1937

Fundador do PPD/PSD: 6 de maio de 1974.

Presidente do PSD: dezembro de 1980 a fevereiro de 1983.

Profissão: Advogado e Jornalista

Eleito Presidente do PSD no VIII Congresso, realizado em Lisboa nos dias 20, 21 e 22 de Fevereiro de 1981 e reeleito no IX Congresso, realizado no Porto nos dias 5 e 6 de Dezembro de 1981.

Licenciado em Direito pela FDL, frequentou o curso complementar de Ciências Político-Económicas da FDL.

Foi Jornalista, Secretário de Direção (1963-65) e Administrador (1965-71) do Diário Popular, Fundador e Diretor do Jornal Expresso (1973-80).

Deputado e Vice-Presidente da Assembleia Constituinte (1975), Deputado da Assembleia da República em 1979, 1980 e 1985.

Ministro de Estado Adjunto no VI Governo Constitucional (1980), Primeiro-Ministro dos VII e VIII Governos Constitucionais (1981-83).

Joaquim Jorge Magalhães Mota

17 de novembro de 1935 – 26 de setembro de 2007

Fundador do PPD/PSD: 6 de Maio de 1974.

Eleito Secretário-Geral do PSD no VI Congresso que se realizou em Leiria, cargo que exerce até ao Congresso do Porto em Janeiro de 1978 onde é eleito membro da Comissão Política Nacional.

Licenciou-se na Faculdade de Direito de Lisboa.

Foi sócio fundador e Presidente do Concelho Coordenador da SEDES.

Em 16 de Maio de 1974 tomou posse do cargo de Ministro da Administração Interna no I Governo Provisório presidido pelo Prof. Palma Carlos.

Em 11 de Julho foi aceite o seu pedido de demissão apresentado juntamente com o do Primeiro-Ministro.

Foi nomeado Ministro Sem Pasta no II, III e IV Governos Provisórios presididos pelo Coronel Vasco Gonçalves, que exerceu de 17 de Julho a Agosto de 1975.

Em 19 de Setembro de 1975 assumiu as funções de Ministro do Comércio interno (VI Governo Provisório).

Presidente do Grupo Parlamentar do Partido em 1978.

Torna-se independente e membro da ASDI (1979).

As setas do PSD – Um texto de Pedro Roseta (Povo Livre 1975)

O nascimento de um símbolo 

Tal como outros movimentos, também os partidos sociais-democratas adotaram, desde início, diversos símbolos exteriores que pudessem, de forma rápida, sugestiva e uniforme, identificá-los perante o maior número de pessoas.

Assim, durante muitos anos, o Partido Social-Democrata Alemão serviu-se largamente de diversos símbolos, entre eles a bandeira encarnada e o cravo vermelho na lapela.

Mas um novo símbolo, forjado na luta contra o totalitarismo, estava destinado a sobrepor-se aos restantes.  Ver mais

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